quinta-feira, setembro 21, 2006

 

Este blog mudou

Este blog mudou para: http://planeta.ubuntubrasil.org/author/5

quinta-feira, novembro 17, 2005

 

Ubuntu versus Burocracia

Aloha,

Algumas pessoas têm relatado atrasos ou problemas fiscais com os CDs gratuitos do Ubuntu enviados do exterior. Como falei em uma postagem minha, o Brasil é o terceiro solicitador desses CDs e a Receita Federal ou entidade responsável deve estar estranhando esse volume de CDs.

Há um documento genérico da Canonical (em inglês) que pode ser enviado as autoridades que bloquearem a remessa de CDs. O documento explica o que são esses CDs, que eles são gratuitos e etc. Mas eu pensei em uma solução definitiva para qualquer bloqueio ou demora de remessas de CDs.

O raciocínio é simples: provavelmente é mais barato prensar estes CDs no Brasil e distribuí-los aqui mesmo do que prensá-los no exterior e despachá-los como a Canonical faz. Como CDs mais baratos significariam mais CDs disponíveis, seria interessante para todos, principalmente para a divulgação do Ubuntu no Brasil. Mais barato, mais rápido. Quer coisa melhor !? :P

Já enviei dois tímidos e-mails a duas empresas (VIDEOLAR.com.br e Microservice.com.br) que são as duas que conheço por atuarem na área de CDs prensados. Também em um inglês fraco, tentei passar a idéia para o pessoal do ShipIt do Ubuntu para ver o que acham da idéia. O que eu preciso é que mais pessoas ajudem a arquitetar melhor a idéia e a mandarem por sua conta e-mails para as empresas mostrando que distribuir CDs do Ubuntu no Brasil pode ser um contrato bastante rentável para eles.

Seria bom que trocássemos informações sobre esse assunto para que unifiquemos as ações sobre esse assunto. Acho que de início precisamos levantar quais empresas no Brasil prensam CDs, depois enviar e-mails para elas, entrar em contato, ver quais que se interessam. Depois discutir com a Canonical,. convencê-los da idéia e pedir para eles quanto custa cada CD enviado para o Brasil. Depois ver entre as empresas interessadas, qual que consegue ter a melhor oferta e apresentar todos os orçamentos para a Canonical. E então eles decidirão qual empresa irão cotnratar no Brasil.

E aí, o que acham ? Me ajudem nessa empreitada !



Abraços,



KurtKraut

terça-feira, novembro 15, 2005

 

Laptop de 100 dólares... para quê ?

Esta é a concepção artística para o laptop de 100 dólares que de acordo com o projeto da ONG OLPC (One Laptop Per Child) seria distribuído no Brasil a cada criança da rede pública básica (Ensino Fundamental e Médio).

O principal militante da idéia é Nicholas Negroponte, ligado ao MIT. Segundo ele, a escolha do Brasil seria pelo seu elevado contingente excluído digitalmente, constatação que duvido que qualquer ubunteiro discorde.

O equipamento possui esse design bem peculiar como forma de evitar furtos e revenda. Ele não seria comercializado, apenas quem recebesse através do governo poderia ter o equipamento. De acordo com Negroponte, "Seria como pegar algo de uma igreja: todos saberiam a origem daquele objeto".

Tenho que confessar que tecnologicamente o projeto é bastante interessante. Primeiro porque ele é integralmente em software livre e prefere o código aberto. Tanto que a Apple ofereceu seu sistema operacional gratuitamente para o laptop e a oferta foi rejeitada por justamente não ser código aberto. O processador seria um AMD 500MHz, memória flash de 1GB, porta USB e Wi-Fi. Só fiquei sem saber que escola pública manteria uma rede Wi-fi com todo o seu custo de manutenção e tráfego.

Haveria uma manivela no eixo principal do laptop que com uma girada de um minuto, se garante mais 10 minutos de uso, dando uma autonomia impecável ao equipamento. Também ele conta com bateria e pode ser ligado diretamente na corrente elétrica. O cabo AC do laptop pode ser utilizado como alça em seu transporte. Como seu usuário final em maioria são crianças, ele é todo revestido por uma densa borracha e se preocupa em ter materiais de altíssima resistência.

Para que o valor de 100 dólares por unidade seja atingido, no mínimo a produção teria que ser em torno de 4 e 5 milhões de unidades. Espera-se que, o Brasil aderindo integralmente ao projeto, até 2010 quarenta milhões de alunos utilizem o equipamento.

Tudo isso é lindo, comovente, mas serve para o quê ? Para que colocar no colo de cada criança um laptop se muitos de seus professores sequer redigiram um texto no Word ? Não duvido que crianças por conta própria em poucos meses extraiam tudo que esse equipamento pode dar, mas o professor acho difícil.

Não faz sentido em um país carente de dinheiro em caixa, onde existe fome, você gastar cerca de R$300,00 para que cada criança tenha uma máquina de escrever cara. Só usar editor de texto é desperdício. Um equipamento desse precisa ser utilizado ao extremo. Que tal discutirmos na aula de hoje geopolítica usando o Google Maps. Que tal entrarmos em uma célula e vê-la por dentro ?

Agora para isso, o professor precisa dominar o computador, não apenas utilizá-lo. Existe pouco material didático bom e em português disponível na internet e mesmo que existisse, muitas vezes ele não atende a necessidade que o professor tem na sala de aula. Cada escola tem um programa diferente, aulas diferentes, que de um mesmo assunto como o DNA por exemplo, abordam com uma menor ou maior profundidade. Então o principal responsável pelo material didático é o professor e para justificar um laptop para cada criança, esse professor teria que estar habilitado a usar desde ferramentas 3D até programar em alguma linguagem para atender a sua necessidade.

E isso é um tanto quanto complicado. Não basta ensinar um professor usar um computador, a criar objetos e ambientes 3D e a programar em python. Essas ferramentas são vazias em si quando se pensa na sala de aula. Tem que haver todo um trabalho pedagógico e bem determinado sobre como utilizar essas ferramentas. Usando o exemplo que eu dei, não basta ensinar o professor a programar em python, tem que ensinar e dar a idéia a ele de fazer um programa em python que transforme trechos de DNA em proteínas na telinha do aluno. Um treinamento desse não leva meses, leva anos. Principalmente considerando que um professor para sua subsistência, dá aula em vários colégios em todos os turnos, sobrando quase que nenhum tempo para seu aperfeiçoamento.

Então tenho uma contra proposta para o governo federal que tem estudado o projeto de Negroponte. Uma proposta irrecusável pois ela é melhor, mais barata e se tem maior certeza de seu resultado. Eu proponho trocar os 100 dólares gastos para cada criança em 100 dólares gastos para cada professor. Oferecendo para eles reciclagem de conteúdo, técnicas didáticas, que ofereçam a eles o treinamento para tratar de assuntos como drogas, orientação sexual e orientação profissional. É um investimento exponencialmente mais barato e com absoluta certeza da eficácia, ao invés do risco do subaproveitamento do laptop.

Será que a idéia de um laptop de 300 reais para cada criança da rede pública no Brasil só soa absurdo para mim ?

Abraços,


KurtKraut

domingo, novembro 13, 2005

 

Brasil é o terceiro solicitador de CDs do Ubuntu

O Ubuntu pode ser solicitado gratuitamente através do site http://shipit.ubuntu.com - isso mesmo, você pede pela internet e chega na porta da sua casa sem qualquer custo.

Como o preço para mandar 1 CD é quase igual ao de mandar 50 CDs, eles pedem para que você peça uma quantidade maior do que precisa e divulgue entre seus colegas o Ubuntu. Prática essa que parece cair como uma luva para o jeitinho brasileiro.

O site http://fridge.ubuntu.com em um de seus blocos aleatóris à esquerda revela que o Brasil é o terceiro maior solicitante de CDs do Ubuntu. Eis a lista completa:

1. Estados Unidos
2. Espanha
3. Brasil
4. Chile
5. Alemanhã
6. Índia
7. Rússia
8. Reino Unido
9. França
10. Austrália

Além desses 10 países, os CDs do Ubuntu foram enviados para outros 190 países. Só para fazermos um comparativo, de acordo com http://www.un.org/Overview/unmember.html existem 191 países participantes da ONU, portanto, o Ubuntu é sem sombra de dúvida um sistema operacional que atingiu todo o globo.

Peça já o seu ! Basta preencher seus dados postais em http://shipit.ubuntu.com e dentro de 4 a 6 semanas você recebe no conforto do seu lar CDs do Ubuntu, tanto para instalação como para LiveCD (demonstração sem instalação).

quinta-feira, outubro 27, 2005

 

Descendo o pingüim da geladeira para o CPU

Aloha,

Pensei que fosse coisa de gringo, mas aqui no Brasil já vi mais de um pingüim decorativo enfeitando uma geladeira em cozinhas. O gozado é que só passei a ver depois da febre 'Ana Maria Braga' de simplesmente pendurar, grudar, fixar todos os tipos de pinduricalhos nas geladeiras. Vi uma, certa vez, que pensei que ao abrir a porta, de tanto ímã que tinha, dava para aproveitar a cinética da porta e fazer um gerador de energia elétrica...

Traumas de Física à parte, hoje no Brasil é crescente a saída do pingüim da geladeira para o PC. É festejado o uso cotidiano do Linux como uma saída econômica e tecnológica. Mas vamos com calma Juvenal, não é bem assim que a banda toca.

De fato o Ubuntu é promissor nessa área. Não faz sentido você trocar seu sistema operacional por um que te dê mais trabalho. Afinal, as pessoas querem usar o computador como ferramenta e não como finalidade. Se uma ferramenta dá mais trabalho, exige maior tempo de estudo para utilizá-la bem, não faz sentido adotá-la, por mais que ela seja livre, gratuita e de código aberto. O Ubuntu é uma boa ferramenta que visa dar menos trabalho ao seu usuário.

Mas isso é um caminho a ser trilhado, não um objetivo atingido. Por mais fácil que seja utilizar o Ubuntu, uma hora mais cedo ou mais tarde o usuário irá se deparar com uma telinha de terminal pedindo comandos e aí o mundo de maravilhas se desfaz. A diferença gritante é que, em um ambiente gráfico, por mais que não se saiba o que fazer, o usuário pode clicar aleatoriamente em uma das opções e pagar para ver no que dá. Por tentativa e erro, acaba-se chegando no resultado desejado. Agora em uma tela de terminal, onde você tem que digitar o comando, não há espaço para chute: você tem que saber exatamente o que está fazendo ou terá nenhum resultado.

Estou utilizando Ubuntu há algumas semanas e nesse curto período de tempo já tive que entrar na sala escura do terminal e ter que me virar com ele. Para mim, há dificuldade nenhuma, pois já sou calejado desde o MS-DOS. Agora para o usuário normal, isso é um bocado complicado.

Se você perguntar para um usuário de computador qual é o dispositivo que ele controla o computador a tendência dele (suponho eu) é te responder dizendo 'mouse'. O mouse controla, manipula as imagens na tela e o teclado fica com a função acessória de por palavras na tela, a serem manipuladas inclusive pelo mouse. Portanto, esse vínculo com o terminal, esse controle da máquina pelo teclado está longe de ser intuitivo.

Mas para dar um refresco para o pingüim, nem tudo está perdido. Já se evoluiu muito e a meta do Ubuntu de publicar uma nova versão a cada 6 meses dá a sensação de que, por mais grave que seja seu problema, uma solução será dada a ele no máximo em 6 meses. Velocidade de desenvolvimento que nem os sistemas operacionais pagos conseguem. Minha primeira tentativa com o Linux foi em 1999 com o Red Hat. Infrutífera por sinal, pois ou as coisas funcionavam por elas mesmas ou não conseguia usá-las. Hoje, a documentação é tão ampla, o suporte é tão disseminado, que basta ser alfabetizado para conseguir sanar eventuais problemas com seu Ubuntu.

A tradução do Ubuntu para português não é uma das melhores, mas é mais do que suficiente para seu uso. Nas partes faltantes, o inglês furreca da escola serve muito bem. E na pior das hipóteses, quem poderá te defender ? Nós, do Ubuntu Brasil. Faz parte do nosso pensamento traduzir para o português do Brasil o maior conteúdo possível sobre o Ubuntu, para que ele seja mais acessível a todos.

De resto, falar do Ubuntu é como falar o quão maravilhoso é um sorvete de chocolate: você só entende do que se fala se experimentar por conta própria. Outras postagens desse planeta ensinam como instalar o Ubuntu ou ainda utilizar o LiveCD, um CD com o qual você tem a oportunidade de utilizar o Ubuntu sem instalar no seu computador. Gostaria de frisar que, ao utilizar o LiveCD, lembre-se que um CD-ROM é extremamente mais lento do que um disco rígido, portanto, não ache que no Ubuntu o mundo corre em slow-motion e sim é seu leitor de CD que não aprendeu a girar rápido o suficiente ainda ;P

Abraços,


KurtKraut

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